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terça-feira, 6 de julho de 2010

50.000 Visitas

50.000 visitas é um número interessante atingido pelo Blog.Foi um Blog desde o inicio muitas vezes alvo de criticas, outras vezes de elogios.Foi criado no sentido de promover a pesca de alto mar e competição, tentando dentro do possível com os humildes conhecimentos e experiência que tive ao longo dos anos de competição, trazer mais gente nova interessada para a modalidade.O blog tem crescido e estado parado em várias fazes, pois nem sempre existem condições e tempo para o alimentar frequentemente.As novas tecnologias permitem hoje transmitir conhecimentos e falar de temas infindáveis de acesso a todos, mas é necessário dedicar muito tempo e trabalho para o alimentar diáriamente, como um Blog deve ser para ter audiência.Fazendo uma retrospectiva desde o início do Blog em minha opinião creio que valeu a pena o tempo dispensado na sua construção.Não agradou realmente a todos, e provávelmente até me trouxe algumas fricções, no entanto passei sempre por cima de todas elas e fui continuando dentro do possível elaborando posts de temas que me pareciam interessantes.Nunca em termos de resultados em competição, fui um pescador de topo (1ªDivisão), no entanto lá fui aprendendo ao longo do tempo muita coisa sobre pesca, que em minha opinião me dá alguma legitimidade para falar e escrever livremente sobre elas, sem querer ser dono da razão e aceitando sempre opiniões diferentes. Não sei se um dia o Blog não vai encerrar,essa decisão dependerá entre outras do meu desempenho este ano na 2ª Divisão, e da motivação também daí resultante.Um muito obrigado a toda esta audiência de 50000 visitas.Até já.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Experiência versus Juventude em Competição na Pesca Desportiva

Temos assistido nos últimos anos e em favor da continuidade da modalidade ao aparecimento de muitos bons novos valores em competição na pesca desportiva de alto mar.A garra, a vontade de mostrar resultados e de ganharem o seu espaço no meio, dá realmente a certeza da continuidade da modalidade no futuro,cada vez mais com mais clubes e atletas federados.Muitas vezes ouvimos e nós próprios o afirmamos em tom de brincadeira, "os mais velhos já estão na idade de se reformarem destas lides e dar o lugar aos mais novos".Se é verdade que por vezes, os que mais anos tem de competição, já não tem a garra de outros tempos, também é verdade que quando se empenham conseguem ainda face a sua experiência de anos fazer a diferença.Se olharmos por exemplo ao escalão maior a 1ª Divisão, metade dos atletas que fazem parte dela estão lá há muitos anos, outros dispersos pela 2ª Divisão fruto de prestações menos conseguidas mas que normalmente em ano a seguir voltam muitas vezes novamente a subir ao escalão maior.E manterem-se no escalão maior durante anos é a maior dificuldade actual de um atleta da 1ª Divisão.É preciso ter muito valor e prestações regulares para estar sempre entre os melhores.Uma actualização constante dos equipamentos, materiais, técnicas é fundamental para obter uma prestação constante.Paralelamente treinar bastante é fulcral para o êxito.Reunidas estas vertentes, e juntar uma parte psicológica boa do atleta estão reunidas as condições para os bons resultados.No entanto temos assistido ao longo dos anos, a mudanças muito acentuadas na forma como se apresenta o peixe a comer mesmo na mesma zona.Aqui os mais velhos face à experiência de muitos anos adquirida normalmente conseguem encontrar a melhor solução adequada ao momento.Gente nova concerteza cada vez mais, mas os mais velhos têm sempre uma palavra a dizer.Lá voltei novamente ás postagens.Até já.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Copolímeros revestidos com Fluorcarbono ou fios totalmente 100% fluorcarbono

Copolímeros revestidos com Fluorcarbono ou fios totalmente 100% fluorcarbono. Estes fios tem sido nos últimos anos muito utilizados por todos os pescadores em geral. É um fluorcarbono sólido, com alto peso molecular daí afundar bem e são compostos quimicamente e em exclusivo por carbono e flúor. Tem uma alta impermeabilidade devido à alta electronegatividade proporcionada pelo flúor, por isso a água não penetra nele. Tem também um dos mais baixos coeficientes de atrito contra qualquer sólido. Difunde a luz de transmissão quase perfeitamente, e esta é a característica mais difundida pelos fabricantes de fios de pesca em fluorcarbono ,assegurando a sua invisibilidade debaixo de água. Estas propriedades ópticas permanecem constantes sem alterações ao longo de uma vasta gama de comprimentos de onda desde os UV aos perto infravermelhos. É um fio que também se apresenta com pouca memória comparado com fios usuais sem fluorcarbono, mas no mesmo diâmetro entre fios, o fluorcarbono apresenta resistências de quebra significativamente inferiores comparado mais uma vez com fios sem fluorcarbono. Atendendo ao seu maior custo de produção, o preço final é bastante mais caro do que os fios tradicionais. Tenho obviamente muita bobine com fluorcarbono revestido, e também algumas bobines de 100% de fluorcarbono, mas no ultimo ano comecei a questionar até que ponto o uso de fluorcarbono normalmente nas condições que pescamos, sera realmente importante e até que ponto pode fazer a diferença ? Quem gosta destas coisas de pesca, está sempre numa procura de soluções novas, tentando colocar a massa cinzenta a trabalhar pela simples razão, que pescar não é uma ciência exacta! Dentro desta procura, tenho construído algumas reflexões provavelmente muitas delas até erradas. Acredito que numa fase inicial um pescador iniciado, tenha que absorver ao máximo o conhecimento dos mais experientes, pelo menos ao nível básico, mas a partir de determinada altura, tem que começar a pensar pela sua cabeça e só com a experimentação e com os erros, vai tirando conclusões do que na sua convicção, poderá estar mais ou menos adequado em cada cenário de pesca. Já o fluorcarbono inundava o mercado com todas as marcas e mais alguma, um pescador de bóia amigo (dos melhores que conheci ) , quando se lhe falava em fluorcarbono ria-se, dizia apenas que não usava, e apanhava mais sargos e sarguetas em duas horas, do que a maioria de nós apanha num saída embarcada o dia todo, com fluorcarbonos xpto e tal...Bom aquilo ficou-me na cabeça, pensava na altura, bem o que seria se ele pesca-se com fluorcarbono. Pescar em Setúbal não é novidade para ninguém é difícil por varias razões que não vale a pena agora abordar. Principalmente no Verão, o peixe não abunda como cada vez mais é normal, ou pelo menos a actividade é menor, ou simplesmente eles não querem muitas das vezes abordar os nossos iscos. Aposta-se no fluorcarbono a 100%, as águas estão lusas e tal, sol bastante, há pouco peixe e como é normal nestas ocasiões, lá bate um peixe maior, o fluorcarbono xpto e tal não aguenta o peixe, e o estralho parte .Refira-se que utilizando fluorcarbonos no mercado considerados por muitos campeões os melhores, em determinadas medidas mais finas, choupas de 24/25 cm partem os referidos fios, e lá se foram 50 pontos. Acontecimentos destes, vezes demais, até com fios de marcas diferentes, levou-me a pensar, que não podia ser, e comecei a voltar aos fios normais: Os resultados ao nível de ferragens eram iguais, com a diferença que não partiam, e as capturas passaram a ser superiores quando se utilizam determinadas espessuras. Aparentemente ao nível das ferragens não notei diferença entre o fluocarbono e os diversos polímeros sem fluorcarbono. Bom mas voltemos à questão da invisibilidade: Seguramente que o fio em fluocarbono difunde a luz de transmissão quase perfeitamente sem dúvida. Basta olhar para a coloração á luz de uma bobine de fio normal e uma, de fluorcarbono, esta apresenta-se muito mais baça sem brilho do que uma normal. Mas pensemos, normalmente pescamos a 30,40,60 eventualmente 80 metros; Acham que os raios de sol, mesmo com a água bastante límpida penetra estes metros todos com intensidade suficiente para chegarem ao fundo e fazer brilhar um fio normal de forma a que o peixe desconfie dele. Sinceramente actualmente cada vez mais creio que não. No entanto, abaixo dos 30metros admito que em certas condições de água , intensidade e inclinação do sol, o fluorcarbono possa fazer alguma diferença. Por exemplo penso que na pesca de rio o fluorcarbono pode fazer muito mais a diferença nas capturas. Todavia estas reflexões levam-me também a pensar que com tudo isto e com ambos os fios, também ninguém pode afirmar que o peixe não veja o fio, assim como o contrário, apenas e só porque a visão humana é diferente da do peixe . Pessoalmente estou convicto que, na visão do peixe, pouco a conhecemos, não é mais uma vez seguramente igual à nossa, o peixe na maior parte das vezes até vê o fio, apenas não o considera ameaçador, não se assusta com ele, e está mais concentrado no isco que pretende comer. Tentando ser prático e objectivo ainda à pouco tempo fiz uma experiência aos 40 metros, com estralhos de 35 cm em 0,45 (fio normal) e tirei em ½ hora, 9 choupas (540pontos) seguidas, com medida, com anzóis xl, e mais ninguém tirava choupas com medida, iscos iguais. Isto faz pensar quantas vezes estamos com o fluorcarbono mais fino e tal, anzóis mosca, e não conseguimos meter a contar, uma choupa com medida. Atenção não estou aqui agora a dizer, que o 0,45 e anzóis xl, é que é bom, nada disso mas apenas relato um facto que nos faz pensar, que em pesca não há certezas absolutas. Creio com isto tudo que o papel da utilização de fios mais finos, estará mais relacionado, em como proporciona fazer, uma apresentação do isco de forma mais natural, trabalhando melhor a iscada ao sabor da corrente de fundo, ao mesmo tempo, não transmitindo algo desenquadrado do ambiente circundante. Finalizando e concluindo, depois destes anos todos a pescar com fluorcarbono em alto mar, não vejo que os resultados em capturas possam apresentar-se melhores, do que com os fios normais. A sua resistência à quebra é bastante menor, proporcionando muitos dissabores com peixe que se perde. O preço comparado com os fios normais é bastante superior, a vantagem da pseudo invisibilidade em minha opinião, não justifica, a sua utilização generalizada, mas sim apenas em determinadas situações. Esta é apenas e só, uma convicção e opinião pessoal , polémica com certeza. Aceito , todas as outras opiniões contrárias, sem qualquer tipo de questão, apenas e só porque a pesca mais uma vez, não é uma ciência exacta. Até já.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fios na bobine do carreto - Verificação e Manutenção

Por vezes descuidamos um pouco o estado dos fios que se encontram nas bobines dos nossos carretos. Existem alguns cuidados importantes para uma boa manutenção do fio, são acções que eu executo com alguma periodicidade, e que seguidamente passo a enumerar.
1-Depois de uma ida ao mar e no mesmo dia a bobine é lavada em água corrente abundantemente. Uma outra forma é colocar a bobine dentro de um vasilhame com água cerca de meia hora com o intuito de dissolver e retirar o máximo de sal que possa estar dentro do fio. Colocar a bobine a secar em zona arejada.
2-Normalmente os fios com que bobinamos as bobines do carreto tem acima de 100 metros. Nos casos do multifilar muito utilizado em competição e na pesca lúdica, normalmente os primeiros 80 metros apresentam-se ao fim de algum tempo com algum desgaste pela utilização, podendo ser virados com nova rebobinagem, colocando a parte não utilizada a que ficava dentro da bobine, como a primeira a sair do carreto.
3-Mesmo que o fio aparentemente pareça estar bom, faça periodicamente uma desbobinagem e rebobinagem dos fios novamente nas bobines. Verifique enquanto faz isto se não existem nós nos fios ou zonas esgaçadas quase a partir. Verifique o estados das uniões que possam existir no fio. Retire todo o fio na totalidade até ao final da bobine mesmo os fios de enchimento, por vezes existe formação de calcário que ataca o metal da bobine corroendo-o, precisando ser removido.
4-Os fios bobinados devem preencher quase a totalidade da largura das bobines, apresentam assim uma melhor saída do carreto.
5-Aproveite na sequência para verificar o sistema de embraiagem. Na maioria dos casos a embraiagem do carreto é um sistema superior na bobine; Esta embraiagem é conseguida por aperto! Maior ou menor o aperto, assim a bobine mediante determinada força exercida no fio, roda deixando-o sair . Verifique a zona do aperto por vezes existe uma anilha em pvc ou similar: Se esta já tiver muito marcada, vire-a ao contrário ou em caso disso substitua-a. Tenha sempre todo o sistema limpo, aproveite um pincel ou escova de dentes para limpar estas zonas de impurezas ou depósitos de sujidade. Uma embraiagem a trabalhar bem pode significar o êxito na captura de um bom exemplar com muito mais segurança . Até já

sábado, 23 de janeiro de 2010

Diy-Molde para Chumbadas

Para os Diy que queiram tentar fazer chumbadas, aqui fica a forma como eu faço algumas das minhas a partir de moldes de silicone. É uma tarefa bastante meticulosa para se conseguir um bom resultado final, mas compensa para reaproveitamento de chumbadas que já não se utilizam, ou para quem arranja chumbo facilmente.
1-A partir de um modelo do que se pretende, neste caso utilizei uma bóia que foi previamente lixada e trabalhada até ao perfil pretendido para aproximadamente vir a dar uma chumbada de 200 grs.
2-Construí uma armação em PVC colada com cola a quente, mas também pode utilizar peças de Lego.
3-Utilizei plasticina preenchida até meio da armação feita com bastante cuidado para ficar o mais direita e lisa possível. com o modelo mergulhado na plasticina , tudo o mais perfeito que se consiga.
4-Coloquei o canal de alimentação (um tubo de uma caneta tipo cone) deve ser generoso para permitir o enchimento. Neste exemplo não coloquei canais de saída de ar mas pode ser feito mais tarde já no silicone curado cortados em V, para permitir que ao encher o chumbo o ar existente dentro do molde escape, e não fiquem bolhas na chumbada.
5-No lado contrário está um destorcedor já embutido dentro do modelo pois pretende-se que a chumbada tenha destorcedor.A placa de Pvc mais pequena do lado direito, tem de ter um furo para uma parte do destorcedor sair.
6-Com um pincel passa-se vaselina daquela de tubo(pode ser liquefeita no micro ondas) em toda a superfície, para o silicone não agarrar.
7-Com o cabo de um pincel fazem-se 4 furos na plasticina serão as guias de encaixe do molde.
8-O silicone é feito com duas misturas (A borracha + o catalizador) Normalmente é vendido 1 kg de borracha com 50 grs de catalizador. Precisamos determinar a quantidade de mistura a fazer para o nosso molde. Neste caso o molde tinha de base = 4,5cm x 10,3 cm = 46,35 cm2 tem de Altura= 1,5 cm(metade da altura total do molde) logo o volume do paralelepípedo é dado por base x altura logo 46,35 cm2 x 1,5 cm = 69,525 cm3 arredondamos para 70 cm3.Agora precisamos medir 70 cm3 de borracha para colocar dentro do molde. Costumo usar aqueles recipientes dos rolos fotográficos antigos por exemplo ou qualquer recipiente cilíndrico. A área da base do cilindro é dada por R (raio) x R(raio) x Pi ( konstante=3,14).Por exemplo um copo cilíndrico de 4 cm de diâmetro (largura da circunferência da base) o raio será metade = 2 cm. Então a área da base do cilindro será 2 cm x 2cm x 3,14 = 12,56 cm2.Agora se dividirem 70 cm3 / 12,56 cm2 = 5,57 cm. Marquem agora 5,6 cm em altura no copo e encham a borracha até essa altura. Resta misturar o catalizador normalmente 3 a 5% do valor da borracha. Neste caso de catalizador leva cerca de 3,5 cm3 ( tem que ser medido com uma seringa.)
9-Verta a mistura no molde, bata ligeiramente no molde para saírem as pequenas bolhas de ar do seu interior, e deixe em descanso cerca de 48 horas.
10-Depois das 48 horas retire a plasticina de baixo mas deixe ficar o modelo que nesta altura esta dentro já de uma metade de silicone. Rectifique alguma imperfeição, não deixe restos de plasticina.
11-Volte a pincelar com vaselina toda a superfície.
12-Faça mais 70 cm3 de mistura como no passo 8 e verta dentro do molde deixando mais 48 horas em descanso. Não se esqueça de bater ligeiramente para as bolhas de ar subirem á superfície e não ficar nenhuma agarrada á peça modelo.
13-Separe com cuidado as duas partes se as isolou bem com a vaselina devem sair bem. Retire a peça modelo e observe o resultado, corrija alguma imperfeição se possível.
14-Faça duas caixas em PVC a toda a volta de cada uma das partes de silicone para dar consistência ao molde.
15-Agora a parte mais difícil o enchimento .Quero alertar que o chumbo derretido emana vapores muito prejudiciais á saúde, bastante perigosos, e isto deve ser feito num local muito arejado e com máscara ( não facilitem em local em aberto é o ideal e longe de respirar estes gazes).
16- Apertem o molde com grampos de marceneiro e vazem para o interior do molde a partir do canal de enchimento até ficar preenchido, deixem ficar cerca 1 minuto.
17- Desapertem os grampos coloquem o molde dentro de água e abram, retirem o chumbo. Verifiquem o resultado vejam se apertaram demais o molde ou o contrário. Limpem o molde e está pronto para outra.
18-Retifiquem com lima e lixa qualquer imperfeição na chumbada, e já está depois o acabamento é outro assunto a abordar num futuro post.

Tentei dar aqui os passos básicos para fazer chumbadas de uma forma mais ou menos caseira. Quantas mais fazemos mais vamos corrigindo os defeitos, os canais de escoamento do ar dentro do molde são muito importantes para se obter uma superfície de chumbo muito boa. Os moldes aguentam fazer muitas sem qualquer problema e considero que a qualidade final é boa, muito superior a muitas que por aí vemos a vender no mercado. Parece-me claro que este tipo de moldes não se adequa a fazer chumbadas em massa( até porque só faz uma e cada vez ) mas servem perfeitamente para os nossos consumos. As chumbadas fazem-se sem qualquer problema desde que se respeite a questão dos gazes e se tenha cuidado no manuseamento do recipiente onde o chumbo esta derretido. Chamo mais uma vez a atenção para os gazes que o chumbo derretido liberta; Isto tem que ser feito em local muito arejado e com muito cuidado, não se ponham a fazer isto na cozinha nem com crianças por perto, se não se sentir seguro e não tiver condições para o fazer, o melhor é comprá-las nas lojas de pesca, é mais rápido, seguro e não dá trabalho, e só puxar pela carteira rsrs. O que me levou a fazer chumbadas é a dificuldade que tenho sempre em encontrar chumbadas bem feitas e com o perfil que gosto, e aquelas que estão cinco estrelas o preço torna-se elevado, principalmente quando se perdem tantas e se tem de ter mil e uma alternativas em competição. Agora estou a preparar uma de 100 grs. Até já.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A cana Ideal

Nem o recurso a uma bola de cristal nos indica qual é a cana ideal actualmente, tal é a quantidade da oferta apresentada pelos diversos fabricantes normalmente todos os anos com novidades. Por definição a cana ideal é sempre aquela que apanha mais peixe e nos satisfaz, naquela altura, naquele momento de prazer, que representa para todos nós a pesca desportiva. Vejamos o Comprimento: De um modo geral o mercado apresenta canas desde 2,50m ate 5,00m para pesca embarcada em barco fundeado. Lembro-me de começar a pescar com canas de 2,50m/2,70m e hoje pesco com canas de 3,70/4,00/4,20m.Os Italianos há uns anos, no campeonato do mundo apareceram com canas de 5,00 metros, mas pessoalmente considero demasiado (pela dimensão apresentam-se pouco práticas e pesadas) e medidas entre os 3,70 e os 4,20m são as que em minha opinião, mais se enquadram em competição, pelo menos aqui para o nosso cantinho à beira mar plantado. O recurso a canas mais compridas nomeadamente em competição tem muito a ver com maiores lançamentos na procura de peixe fora da área que se encontra por debaixo da embarcação, assim como um trabalhar melhor do peixe ferrado na recolha. Além destes dois factores as canas maiores ao conseguirem obter maior amplitude na colocação da nossa montagem/chumbada permite mais facilmente fugir de zonas de acção de pesca de outros companheiros e assim evitar conflitos e embaralho com montagens de outros pescadores. Bom mas contradizendo tudo isto continuo a ver companheiros a pescar muito bem e a terem bons resultados em competição com canas de 2,70 e 3,00m, o que prova que talvez o mais importante além das medidas da cana e da mão com certeza, é o pescador conhecer muito bem a cana com que pesca e estar bastante bem adaptado a ela. Analisemos outros factores da cana: Canas telescópicas ou em partes. Tenho os dois tipos mas actualmente prefiro as canas telescópicas, pela facilidade de arrumação e por as considerar mais práticas. Tem desvantagens: As secções desapertam-se por vezes ao estarem esticadas em acção de pesca, este pormenor pode ser resolvido colocando fita de teflon na base de cada secção na zona do aperto; é necessário para fazer isto tirar os passadores todos para ter acesso aos tubos, e voltar depois a montar tudo. Outra desvantagem, quando se parte algum elemento é ter de retirar os passadores de cima até ao elemento partido e voltar a montar tudo de novo, o que não está ao alcance de qualquer pessoa, apenas para aqueles com mais jeito e paciência, para este tipo de trabalhos, apesar cada vez mais eu ser um apoiante do Diy “faça você mesmo”.Existem modelos de algumas telescópicas que permitem fazer duas medidas de comprimento, uma maior outra menor, outras até permitem valores intermédios. Reflectindo e não querendo entrar em pormenores de construção, uma cana é desenhada calculada e equilibrada para determinado comprimento, e resistência (é frequente ouvir falar “aguenta içar um peixe até 2-3 kgs”).Quando se altera o comprimento puxando o 2º elemento para dentro do primeiro (coloca mais peso no 1º elemento), o seu centro de gravidade e ponto de massa inicial é alterado, fica logo com um comportamento diferente do que tinha no seu ponto máximo para que todas as secções foram calculadas. Apesar da solução inteligente encontrada pelos fabricantes para fazer deslizar o 2º elemento para dentro do primeiro alterando a dimensão da cana de uma forma fácil , rápida e segura, não sou muito “fan” deste tipo de cana. Apesar de todas as desvantagens das telescópicas continuo a preferi-las, no entanto para pescas a espécies mais pesadas as canas de partes apresentam-se mais robustas e seguras. Voltando há questão, telescópicas ou partes?, é na realidade uma preferência pessoal, não vejo que possam ter umas mais ou menos vantagens no sucesso das capturas. Observemos outros factores nas canas: Parabólicas, Semi-Parabólicas e Acção apenas de ponteira. Nas parabólicas praticamente todos os elementos da cana apresentam determinada flexão quando a cana está em tenção, prefiro-as para pescas a exemplares maiores. As semi-parabólicas apenas os primeiros elementos junto há ponteira apresentam flexão quando a cana está em tenção, são usadas por muitos em competição, mas apresentam-se mais lentas nas ferragens comparadas com as de acção de ponteira, tem a vantagem de serem canas menos cansativas no recolher das capturas. Tenho também algumas e em certas situações pode ser a cana ideal para pescar, mas na generalidade a minha preferência actual vai para as de acção de ponteira . As canas de acção de ponteira todos os elementos menos a ponteira não apresentam flexão quase nenhuma, quando a cana está em tenção. São canas para ferragens rápidas, tem a desvantagem normalmente de serem muito cansativas numa prova de pesca, pois dificultam muito mais o recolher das capturas exercendo um maior esforço no carreto e ao pescador. São as minhas preferidas, mesmo exigindo uma melhor preparação física do atleta (também faz parte ).Sobre esta questão considero, que o que conta mais para a opção de escolha do tipo de cana, será a acção de pesca de cada pescador”(vulgo sua forma de pescar) que condiciona, gostar-se de pescar com mais, este tipo, ou aquele de cana, parabólica, semi-parabólica ou acção de ponteira. Mais uma vez o gosto pessoal a imperar. Vejamos outro factor que tantas vezes desespera os pescadores quando uma cana se parte, A Resistência. Coloquemos de parte manuseamentos errados e manutenção inexistente nas canas que pode dar origem a uma cana se partir independentemente da sua resistência. Por definição uma cana ideal deve ser uma cana resistente e leve abaixo das 300 grs (canas de 4 m). Mesmo com todos os carbonos de alto módulo entrançados e tal, é muito difícil conseguir canas leves e ao mesmo tempo bastante resistentes que aguentam tudo, ao mesmo tempo baratas. Amigos não há milagres, para cortar no peso tem que se que cortar no peso do carbono. Como é que eu corto no peso do carbono? Construindo tubos que exteriormente apresentam o mesmo diâmetro exterior para chegar ao mesmo comprimento, mas que o diâmetro interior é maior( portanto carbono mais fino) .E como é que se conseguem muitas vezes preços mais baratos e competitivos, cortando no peso do material, na qualidade dos passadores, etc. As canas por vezes tem acabamentos espectaculares, leves, cómodas, e lá acontece com um esforço maior, partem, e não entendemos porquê? No acto da escolha da cana podemos sempre observar a espessura do carbono desenroscando o pé da cana e verificando a mesma, depois é sempre uma relação de preço qualidade e bolsa. Eu gostava muito de ter um Shimano Stella 6000 ou um Daiwa Saltiga 8000 (peixe mais pesado) mas tenho dois Tica Taurus 7000 que adoro. Acreditem que passados estes anos todos em que pesco em alto mar, ainda não encontrei a cana ideal, o mesmo se passa relativamente ao fio multifilar, ainda não encontrei um que me agradasse totalmente. Talvez por isso nas canas, estou numa fase de conceber as minhas próprias canas, ao meu jeito, a Vereda está pronta mas ainda faltam os testes (o mar e o tempo não tem deixado), a Diamante vai a meio, uma mais leve que outra, uma mais resistente que outra, ambas de 4,20m, acção de ponteira, a par da Tubertini F1 (também já modificada e testada) , vão fazer a época que se avizinha. A cana ideal qual é? Alguém sabe? Acho que no fundo no fundo é aquela que a gente tem. Abraço a todos, até já.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Competir

Para muitos pescadores, a competição em si, no seu acto de pescar muitas vezes, é mal compreendida, menos bem vista, por muitos, pouco entendida, ignorada e até desvalorizada. Quantos comentários se fazem do tipo"O pessoal da competição (barco fundeado) só apanha missangas! Aquilo alguma vez é peixe? - Olha o tamanho dos anzóis!"
Está a começar um novo ano e uma nova época de competição, e a palavra competir merece neste momento alguma reflexão fazendo todo o sentido que assim seja.Fiz uma adaptação a textos anónimos sobre o tema que considerei muito interessantes."Uma das características intrínsecas à vida em sociedade é, sem dúvida, a competição. A convivência com semelhantes, nas mais diversas actividades humanas, leva à constante comparação de desempenhos. A concorrência entre os indivíduos, desde que se respeite um determinado limite, pode ser benéfica."Quando pescamos ao lado de um pescador mais experiênte e mais rápido em capturas, só esse facto ajuda-nos a manter também um bom ritmo de exemplares mesmo que por vezes em menor número.Além disso, a competição com outros pescadores garante a motivação necessária para superar e mantermo-nos na máxima concentração nas 5 horas de prova. "De um modo geral, a comparação de desempenhos pode levar os indivíduos a descobrir as suas próprias capacidades. O desafio inerente às competições estimula o ser humano a ultrapassar os seus próprios limites. A maior consciência das próprias potencialidades obtida nessas situações promove um importante crescimento pessoal.
Entretanto, o espírito competitivo em excesso e a obsessão pela vitória provocam um stress muito grande, prejudicando a saúde do organismo humano. Altos níveis de adrenalina no sangue, por períodos prolongados, levam ao colapso do sistema nervoso. Esse fato pode ser comprovado pela frequência crescente de doenças como a depressão, a síndrome do pânico, os problemas cardiovasculares, entre outros. Indivíduos excessivamente competitivos dificilmente sentem-se plenamente realizados, pois, na luta pela vitória esquecem um importante aspecto da vida humana, a convivência com outras pessoas."

"Ser o primeiro não significa, na maioria das vezes, ser o mais feliz. Saber competir pode ser uma qualidade valiosa na busca das nossas potencialidades, auxiliando-nos a evoluir como atletas ou profissionais."Podemos dizer que competir é viver.
"Competição: factor desencadeante de virtudes e defeitos."

"A competição sempre foi um dos factores responsáveis pela organização social. Desde épocas muito remotas o homem já competia com o seu semelhante; porém, com o passar do tempo, competir parece ter perdido o seu real significado.
Competir, actualmente, tornou-se uma forma de vencer a tudo e a todos, desrespeitando até mesmo os limites da moral humana . Apesar de a competição gerar efeitos negativos como a inimizade, o egocentrismo, a falta de sensibilidade e o desrespeito aos limites impostos, ela também nos apresenta virtudes. Se não houvesse nenhuma competição entre os seres, a vida não teria a razão que tem, e as conquistas não teriam o menor valor. Foi essa competição que criou o mundo do qual fazemos parte.
Na verdade, competir é um instinto humano, graças a ele vivemos como vivemos hoje; porém, o seu sentido real deve ser resgatado, a fim de que vivamos melhor."
Até já.